Setembro 3, 2009

como é fácil se perder… aos poucos se dando em punhados generosos, logo está espalhado como pólem. esparramando vida de forma errática, cada pequeníssimo grão contém um universo. difícil é encontrar, no meio de toda a flora, o receptáculo perfeito para tanta infinitez.

Agosto 24, 2009

acho que estou apaixonadinho… mas ó, shhhhh.

Agosto 9, 2009

a única certeza é que o próximo trabalho tem que ser mais bem feito que o último.

Agosto 3, 2009

EU SOU UM NOVO HOMEM!

Julho 28, 2009

é um amor completamente impossível. completamente. mas completamente irresistível. can’t help it.

Julho 19, 2009

ela respira fundo. enquanto todo resto do mundo parece estar na melhor parte dos seus sonhos, ela olha pela janela procurando a origem dos primeiros raios de sol. acende um cigarro, mais um entre tantos outros que já havia tragado noite adentro. o silêncio externo contrasta com o burburinho dentro do seu peito. quando tudo o que desejava era limpar em definitivo sua mente e desabar denovo no colchão, um fragmento de letra de música não sai da sua boca e se acotovela com a serenidade.

ela caminha lentamente em direção a sala vazia. no chão, o laptop ligado com mil janelas abertas. conversas mal acabadas, fotos de desfiladeiros gelados na islândia, 1 email não lido que lateja. ela faz força pra ignorar tudo. abre o programa para ouvir músicas, põe o fone de ouvido e deita no chão.

enquanto ouve aquela canção (que já havia escutado outras 16 vezes antes da festa) sente uma angústia crescente. queria que sua vida tivesse ao menos uma pequena fração do significado que aquela música de 4 minutos tem. aos poucos vai se lembrando das risadas descontroladas, das conversas sem sentido, das presenças que parecem fantasmas. pessoas que só existem na penumbra. volta algumas horas, lembra de como seu coração se inflamou  ansiosamente. “paris is burning“. a vida está prestes a acontecer. o amor. o amor estava a sua espera. o que aconteceu no trajeto da lua? como sua esperança tão viva teria desfalecido de forma tão rápida?

as cinzas do cigarro que havia acendido caem sobre as costas da sua mão. ela promete nunca mais se sentir assim. quer viajar, ver o mundo. quer fazer coisas bonitas. ela gosta de fotografia, de desenhar formas geométricas. tem um amor por guitarras telecaster, filmes do wim wenders e quadros do hopper. se imagina vivendo de forma simples, mas com pequenos luxos como de vez em quando se presentear com uma caixa de chocolates belgas. não precisaria de muito espaço. suas ferramentas, seus apetrechos, um stereo hi-fi pra ouvir suas músicas. um afago de manhã. olhos que lhe vigiassem no meio da madrugada, meio zelando meio adimirando. uma companhia sincera, cumplicidade.

as lágrimas brotam pelos cantos dos seus olhos, se misturando com o resto de delineador que não ficou na fronha do travisseiro. seu nariz escorrendo entope a garganta, dificultando a respiração. ela se senta, soluçando. sua camiseta preta rasgada não cobre suficientemente suas pernas. seu cabelo está emaranhado. ela treme, sente frio. tão frágil. tão bela. sua imagem preenche uma tela, num loop com alguns frames a menos. intermitente. interrompida. ela sente como se as juntas dos seus membros estivessem se desparafusando e em breve se despedaçaria. lhe diziam:  ”tenha fé, pequena. você ainda vai brilhar muito.”. ela já não acreditava mais. levantou do chão gelado. juntou as cinzas. esticou o lençol da cama e pensou “vou tentar sonhar que pelo menos a isso ainda tenho direito”.

culpa.

Julho 17, 2009

juro que não sei o que pensar. estaria tudo a beira do fracasso por falta de esforço ou por uma grande fatalidade? afinal de contas, a culpa é de quem? quando o assunto é culpa, não consigo ficar muito imparcial. tenho a tendência de achar que a culpa de tudo é completamente minha ou então que a culpa é completamente dos outros. Esse conceito de que a culpa não é de ninguém e que as vezes as coisas acontecem meio que como estivessem sobre um trilho fora do controle direto é muito pouco esclarecedor. pior do que a culpa, acredito que seja a agonia. sei que prefiro, como num jogo de cartas, “pegar o morto” e tentar fazer algo a partir dele. eu absorvo a culpa de tudo internamente, e começa um processo de desconstrução. reconfigurado pela culpa (que as vezes nem  minha é). e muitas vezes, pra pior.

<3 rockstars

Julho 15, 2009

maria andersson - sahara hotnights

chan marshall ou cat power

grace slick - jefferson airplane

sharin foo - the raveonettes

susanna hoffs - the bangles

debbie harry - blondie

melissa auf der maur

gwen stefani

Julho 14, 2009

ECQo5EXNnjk3zrucY3nYlwBho1_r1_500

Julho 8, 2009

“he’s 27 years old, and she’s 26. They wake up beside each other in his downtown bachelor apartment and have sex that neither of them particularly enjoys. They’ve been sort-of dating for a while now, but they’re not willing to commit to each other: he likes her, but doesn’t know if he always will. She can’t decide if she likes him more or less than the other two guys she’s sleeping with.

He bikes to work at an advertising agency, where he uses his master’s in English to proofread ad copy, and spends several hours reading music blogs and watching movie trailers, periodically Twittering updates about his workday to his 74 followers. He doesn’t really hate his job, but feels as if his skin is crawling with vermin most of the time that he’s there, so he has a plan to move to Thailand, or to maybe write a book. Or go to law school.

At her government job, she instant messages her friends and mostly ignores the report she’s drafting because she’s planning on quitting anyway — and has been planning to quit for about a year now. She spends her lunch hour buying boots that cost slightly more than her rent, then immediately regrets it.

He listlessly works through lunch, then goes to the bar after work to meet up with some university friends, where they talk about their jobs and make ironic jokes about other people. Back at home, he wonders why he feels so gross and empty after spending time with them, but it’s mostly better than being alone.

She walks to the house that she shares with three friends and spends a few more hours on celebrity gossip websites, then clicking through the Facebook photos of girls she knew in high school posing with their husbands and babies, simultaneously judging them and feeling a deep pit of jealousy, and a strange kind of loss. “When did this happen for them?” she wonders.

They both eventually fall asleep, late and alone, each of them wondering what it is that’s wrong with them that they can’t quite seem to understand.”